Resenha- O Nome do Vento

E aí pessoas,

Vou falar pra vocês sobre um livro que, de longe, foi um dos melhores que li até agora, possivelmente a saga irá virar uma de minhas favoritas logo ao lado de Senhor do Anéis.

Ficha do Livro

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Título: A Crônica do Matador de Reis, Primeiro Dia: O Nome do Vento
Autor: Patrick Rothfuss
Editora: Arqueiro
Ano de Lançamento: 2007
ISBN: 9788599296493
Número de Páginas: 651
Marca-Páginas Usado:

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Resenha

Pra começar, eu nem lembro como eu me esbarrei com esse livro, para dizer a verdade eu olho meio torto à livros muito grandes porque reconheço o quão preguiçoso sou mas, confesso que me intriguei tanto pelo título do livro quanto pela capa e, depois de ler a sinopse, decidi comprá-lo.

O livro é narrado da perspectiva de um homem de cabelos vermelhos como o fogo, chamado Kvothe, o narrador conta sua própria história à outros dois personagens chamados de Bast e o Cronista.

Como podem ter imaginado, o Cronista é o encarregado de escrever com precisão a história de Kvothe. Mas, vocês podem se perguntar porque seria interessante ler a história de um homem qualquer.

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Como a própria sinopse diz, Kvothe já chamado de muitas coisas, O Sem-Sangue, Seis-Cordas, O Arcano, O Umbroso, Duleitor, E´lir, Dedo-Leve, Kote e finalmente, Kvothe, o Matador de Reis.

A história de como o narrador tornou-se um homem tão poderoso para ser tratado como uma lenda viva começa quando ele era apenas uma mera criança. Dotado de uma inteligência impar, Kvothe vivia com uma trupe itinerante, com a qual aprendeu os mais diversos conhecimentos, como por exemplo: como montar a cavalo, a atuar, tocar instrumentos musicais, uso de ervas medicinais, e os mais importante: o uso de magia. Kvothe se torna um aprendiz das artes arcanas e é capaz de realizar feitos que nem mesmo pessoas com o dobro ou triplo de sua idade poderiam conceber.

Tudo ia bem na sua vida até que um misterioso grupo assassina toda a sua família e amigos, liderados por um homem envolto em sombras espessas chamado Halliax.

Com esse choque emocional começa a verdadeira história do narrador, a qual não irei contar aqui para que se surpreendam quando lerem o livro, um dos momentos que mais me impressionaram no livro foi a narração da miséria, da pobreza e do uso de drogas num livro do gênero fantasia, coisa que não acho comum de ser abordada em livros dessa temática.

O Mundo e a Magia

Patrick Rothfuss foi capaz de criar um mundo extremamente complexo, no qual demônios e criaturas fantásticas vivem junto de grande impérios e repúblicas repletas de habitantes.

Ao que pude entender, há quatro cantos principais da civilização de seu mundo, que seriam representados pelas seguintes regiões:  Ceald, A República, Modeg e Vintas.

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Entre essas imensas regiões Rothfuss elabora diferentes línguas, costumes, organizações políticas e, o mais impressionante, um complexo sistema monetário. Nesse sistema é possível identificar três principais sistemas menores : o ceáldico, a moeda comum da República e o vintém.

Cada uma dessas atribuí um valor específico à moedas feitas de ouro, prata, cobre, aço e ferro-gusa podendo esse valor ser atribuído à seu peso ou à complexidade de sua liga metálica.

Sobre a magia dos Quatro Cantos, pode-se dizer que é tratada bem diferente do modo como geralmente se trata magia em histórias de fantasias. Nele a magia incorpora elementos de Física, Alquimia e Matemática, além de requerer um complexo esforço mental e preparo físico para que seja possível sobreviver após seu uso.

A magia mais básica retratada é chamada de magia de simpatia, que consiste basicamente, em fazer um elo entre dois objetivos a partir de suas características comuns e aplicar sobre eles o efeito desejado através de artes arcanas. Por exemplo:

Digamos que eu tenha em minha mão um boneco de cera com o cabelo de meu inimigo, devido à uma série de semelhanças como: a solidez da cera X o material do corpo do inimigo, o fio de cabelo do boneco X a composição orgânica do alvo, etc, seria possível que, se eu encostasse o braço do boneco no fogo, o braço de meu inimigo também queimasse.

Através da explicação de várias regras e métodos durante o livro podemos compreender como a forma que o autor decidiu abordar a magia da a ele uma infinidade de possibilidades de seu uso, o que torna as história ainda mais interessante.

Conclusão

Devido à complexidade do livro não cheguei a descrever nem a metade do que me foi exposto durante a leitura e também pelo medo de possíveis spoilers vou deixar que vocês leiam o livro, para descobrir seus mistérios.

Sem sombra de dúvidas um dos melhores livros de fantasia que já li e recomendo-o a qualquer um que ame esse gênero, garanto que não há como se decepcionar.

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Então é isso pessoal, até a próxima!

Sobre ele farei cair a fome e o fogo, até que a sua volta ecoe a desolação e todos os demônios da escuridão externa contemplem, admirados, e reconheçam que a vingança é a obra de um homem.
– O Nome do Vento, pág 287

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3 comentários sobre “Resenha- O Nome do Vento

  1. Hey amigo, excelente resenha !! A anos tento convencer amigos a ler este maravilhoso livro, mas não tenho muito sucesso… Espero que suas palavras possam me ajudar nesta missão haha.
    Quanto ao mundo de Rothfuss… É simplesmente sensacional. Quando terminei a obra “O nome do vento”, fiquei com um vazio dentro de mim, parte que por sede de mais histórias de Kvothe, parte por ter quase certeza que o segundo livro não conseguiria ser tão bom quanto o primeiro. Nunca estive tão feliz de estar errado. A segunda obra de Rothfuss, “O temor do sábio” é, em minha humilde opinião, ainda melhor que o primeiro livro.
    Se tiveres tempo, gostaria de saber o que acha desta obra também!
    Cordialmente,
    Iago.

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    1. Fala irmão, to lendo agora o temor do sábio, to achando sensacional e espero muito escrever uma resenha dele aqui também, fica de olho que qualquer hora sai. Apoio essa sua nobre missão! Fiquei surpreso de nunca ter ouvido falar desse livro antes, é bom demais para que as pessoas não leiam, to tentando convencer uns amigos também… Vamo ver no que vai dar!

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    Curtido por 1 pessoa

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